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Os sonhos retratam símbolos de forma espontânea e inconsciente, fora do domínio, portanto, da consciência. Para Jung, os sonhos são uma forma de segundo pensamento que se apresenta de maneira simbólica, por ter passado despercebido à consciência.
Ao lidar com os conteúdos dos sonhos, estamos abordando na psicoterapia as Zona de Exclusão do inconsciente outrora inacessíveis. Aqui residem informações preciosas sobre decisões e orientações tomadas em um nível subliminar que só podem ser acessadas quando nos debruçamos sobre estes e os decodificamos de modo sistemático.
Os sonhos utilizam uma linguagem simbólica, que não segue a lógica da consciência, por isso exigem uma tradução que deve ser realizada particularizando o símbolo a partir do referencial do próprio paciente. Muitas são as funções desempenhadas pelo sonho como a compensação de ações unilaterais da personalidade do sujeito, proporcionam a vivência de perspectivas diversas das atuadas na vida em vigila, realizam desejos inconscientes, orientam decisões a serem tomadas para ajuste afetivo da vida subjetiva do paciente e muitas outras. Através deles podemos acessar diretamente a cadeia associativa, mnemônica, correspondente ao Complexo Afetivo constelado e descarregar a libido que ali está condensada e superativada.
Amplificação é uma parte do método de interpretação do material clínico e cultural de Jung, especialmente sonhos. Amplificação envolve o uso de paralelos míticos, históricos e culturais, a fim de esclarecer, tornar mais ampla e, por assim dizer, aumentar o volume de material que pode ser obscuro, fino e difícil de tratar. Pela amplificação, o analista permite que o paciente vá além do conteúdo pessoal para as implicações mais amplas de seu material. Assim, o paciente se sente menos sozinho e pode localizar sua neurose pessoal dentro do sofrimento geral da humanidade. Amplificação é também um meio de demonstrar a validade do conceito de inconsciente coletivo. A compreensão inicial de Jung do inconsciente coletivo foi que ele consistia de imagens primordiais que eram, em grande medida, consistentes em culturas e épocas históricas.